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Por que o AMD Bulldozer perdeu a briga para o Intel Core i7?

22 maio

Há cerca de um ano, publicamos um artigo indagando por que os novos processadores Bulldozer da AMD iriam esquentar o mercado? Com promessas de alto desempenho, a nova série despertava curiosidade nos consumidores. Em outubro de 2011, a fabricante lançou o AMD FX-8150, modelo top de linha baseado na arquitetura promissora.

Acontece que, desde o lançamento, o Bulldozer não impressionou como deveria. Não estamos falando que o processador apresenta baixo desempenho — pelo contrário, ele manda bem —, mas devemos admitir que ele decepcionou com resultados inferiores ao da concorrente que tem apenas metade da quantidade de núcleos.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Hoje, vamos mostrar por que a CPU da AMD perdeu a briga para o Intel Core i7 e abordar alguns tópicos relativos aos motivos pelos quais a companhia vai continuar em segundo lugar enquanto não mudar sua linha de pensamento.

Na teoria, uma arquitetura superior

A estratégia da AMD não é ruim, mas talvez ela não seja bem estudada e aplicada. Em vez de continuar com a mesma estrutura utilizada no Phenom, a fabricante optou por mudar a arquitetura de seus processadores. Definitivamente um ponto válido, afinal, a série anterior estava pouco atrás da linha concorrente da Intel.

Basicamente, a AMD optou por criar um processador baseado em módulos. Com isso, a companhia deixou de lado a ideia de multithreading para adotar mais núcleos. Os modelos mais avançados têm quatro módulos, o que resulta em oito núcleos.

Ampliar (Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

A fabricante apostou forte na ideia de alta frequência e suporte para overclock. Considerando os péssimos resultados obtidos na época do Pentium 4 Prescott, a AMD poderia prever que clocks elevados nem sempre acarretam grandes saltos de performance. O site ExtremeTech ressalta que o FX-8150  sofre para ultrapassar o desempenho do Phenom II X6.

Quanto ao uso do recurso Turbo CORE, devemos parabenizar a companhia. Tal tecnologia funciona muito bem e fornece um desempenho extra nos momentos de aperto. Entretanto, é preciso considerar que um pequeno aumento de frequência não vai resultar num ganho fantástico de velocidade de processamento.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

A mudança na estrutura também alterou o modo como os núcleos dividem a memória cache. O modelo mais avançado traz 16 MB (8 MB em nível L2 e 8 MB em nível L3), o que é suficiente para trabalhar com os jogos e aplicativos mais robustos do momento. Enfim, como citamos em artigo prévio, todo esse trabalho na renovação da arquitetura serviria para reduzir custos e melhorar o desempenho. O último objetivo parece não ter sido atingido.

Problemas com o Windows e os softwares

De início, muitos sites afirmaram que o sistema operacional estaria influenciando no desempenho geral do FX-8150. De fato, isso é verdade, pois o Windows 7 não consegue entender a divisão em módulos e, consequentemente, não utiliza os núcleos de forma eficaz.

Ampliar (Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech) Ampliar (Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Na tentativa de investigar esse aspecto a fundo, o site ExtremeTech realizou uma análise para comparar como o sistema da Microsoft trabalhava com o processador em diferentes situações. Para tanto, o portal realizou testes com os programas Cinebench e Maxwell Render, que permitem determinar quais núcleos e módulos ativar.

Resultado? O Bulldozer apresenta melhores resultados quando um núcleo de cada módulo está ativo, ou seja, uma configuração 4M/4C (4 módulos e 4 núcleos). Quando os oito cores trabalham em conjunto, o processador apresenta desempenho 8% inferior. Posteriormente, a Microsoft lançou correções para o sistema, mas os testes apontaram uma melhora de 2%.

(Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

A análise do ExtremeTech não se restringe aos problemas do sistema. O site busca provar que o processador da AMD tem uma arquitetura que não é bem aproveitada por outros softwares. O programa DIEP (na imagem acima) é um simulador  de xadrez que calcula todas as posições possíveis em cada movimentação de uma partida. Esse aplicativo utiliza um número pré-determinado de threads e evita a utilização de pontos flutuantes.

Novamente, fica claro que o processador da AMD se mostra mais eficiente quando quatro módulos estão ativos e um núcleo de cada está em utilização (como mostrado pelo resultado de 4M/4C na imagem acima). A configuração 2M/4C não se mostra eficiente, resultando em baixo desempenho devido à má interpretação dos aplicativos.

A lentidão da memória cache

Quando falamos em processador, a velocidade para trabalhar com processos não é um fator que depende apenas da frequência. Existe toda uma arquitetura para que os códigos dos programas sejam devidamente calculados. Neste processo de execução, um recurso importante é a memória cache, que auxilia no armazenamento temporário de dados.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

A mudança na arquitetura Bulldozer trouxe impactos significativos no cache. Primeiro existe uma alteração na distribuição da memória. Como relata o site ExtremeTech, os processadores da linha Phenom traziam 128 KB de cache em nível L1 para cada núcleo — esse valor era dividido em 64 KB para instruções e 64 KB para dados.

Agora, as CPUs trazem apenas 16 KB de cache L1 reservados para dados em cada núcleo. Além disso, os novos chips têm 64 KB de cache L1 para instruções em cada módulo, ou seja, dois núcleos compartilham essa quantidade. Os processadores Sandy Bridge usam a mesma quantia, porém, existem grandes diferenças nas latências.

(Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Utilizando o programa SiSoft Sandra 2011 SP5, o ExtremeTech realizou medições quanto ao acesso da memória cache em diferentes níveis. Aqui sim vemos mais uma razão pela qual a arquitetura da AMD não foi bem trabalhada.

Em configurações de fábrica, o Bulldozer apanha do Thuban (Phenom II X6 1100T). Quando recebe overclock, o FX-8150 só consegue competir em velocidade de acesso no nível L1, pois nos demais testes ele perde para o antigo AMD e para o Intel Core i7-2600k.

Afinal, o overclock o torna superior?

Muitos sites especialistas acreditavam que o Bulldozer seria algo fenomenal quando recebesse um overclock. De fato, ele tem seu desempenho ampliado, contudo, devemos considerar que tal técnica pode ser aplicada em qualquer processador e quase todos os modelos vão apresentar um ganho em velocidade de processamento.

(Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Tudo bem, o FX-8150 tem capacidade para trabalhar com overclocks elevados. Entretanto, isso não é necessariamente um aspecto positivo, afinal, a sobrecarga de trabalho pode afetar o funcionamento e acarretar na queima do chip. Segundo a análise do ExtremeTech, essa “vantagem” não coloca o Bulldozer tão à frente dos concorrentes.

Moral da história

De fato, não há como argumentar. A última geração de processadores top de linha da AMD perdeu a briga para a série concorrente da Intel. Um problema? Não necessariamente. A fabricante anunciou que a competição deixou de ser sua meta, portanto, as análises são meramente para efeitos comparativos.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Além disso, devemos salientar que esses processadores que “decepcionaram” são mais robustos do que muitos outros e executam todos os aplicativos e jogos da mais alta qualidade! Não podemos dizer que a AMD está tão atrás, afinal, ela acaba de lançar a nova linha de APUs Trinity e deve trazer muitas novidades. Isso sem contar com os ótimos preços dos produtos.

Fontes de pesquisa: ExtremeTech, Tom’s Hardware

Empresa japonesa cria bateria que cabe em um cartão de crédito

22 maio

(Fonte da imagem: Divulgação/NEC)
Após passar os últimos anos trabalhando em uma bateria orgânica, a empresa japonesa NEC revelou o seu progresso nesta semana. Com 0,3 mm de espessura, a bateria criada pela empresa foi desenvolvida para encaixar em cartões que utilizam circuitos integrados como os utilizados em cartões de crédito e de transporte público, por exemplo.

Enquanto a criação pode parecer irrelevante a princípio, uma vez que atualmente os cartões não precisam de energia, ela pode ser a chave para algumas adições interessantes. A empresa cita que a bateria poderia alimentar visores que demonstrem dados como o numero de passagens que o cartão contém no momento, por exemplo.

Como a bateria é fina, a sua adição não aumentaria a grossura dos cartões a ponto de atrapalhar quem os carrega na carteira. Contudo, qualquer tipo de aplicação não pode, ao menos em um primeiro momento, utilizar muita energia. Isso porque, por enquanto, as baterias apresentam capacidade de apenas 3 mAh – o suficiente para apresentar dados em um visor por cerca de 2.000 vezes.

Fonte: The Verge

NTT Docomo apresenta novo display touchscreen transparente

21 maio

(Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)

A NTT Docomo, principal operadora de telefonia japonesa, apresentou um protótipo de um novo display touchscreen transparente. O dispositivo pode ser operado a partir de qualquer um de seus lados, o que permite alterar a forma como elementos são exibidos na tela, de forma semelhante ao que a tecla “Shift” faz em computadores pessoais.

Outra vantagem da novidade é a possibilidade de interagir com programas sem que isso impeça a visão total do aparelho. Para demonstrar a novidade, foi usado um cubo de Rubik, solucionado de forma mais prática através de toques na frente e na parte de trás do dispositivo.

Um representante da Docomo informou ao The Verge que a visualização do display pode ser prejudicada por raios solares, problema que pode ser solucionado deixando um objeto escuro próximo à tela do aparelho. A empresa não informa quando a tecnologia deve fazer sua estreia em aparelhos vendidos em grande escala, embora sejam grandes as chances de que a novidade seja incorporada em breve por alguma fabricante japonesa.

Fonte: The Verge

Microsoft pode trocar Bing por ações do Facebook

19 maio

(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)

Uma importante negociação que ainda não passa de rumor pode decidir o futuro dos sistemas de busca na internet: de acordo com um blog do Barron’s, a Microsoft estaria disposta a ceder o Bing para o Facebook em troca de ações da rede social.

A informação foi sugerida por um editor do canal de economia CNBC e pode ser concretizada em maio, quando o Facebook lançar suas ações publicamente. Analistas veem o negócio de maneira positiva para a Microsoft, que perde cerca de US$ 2,5 bilhões por ano em gastos com o Bing. O buscador é o serviço oficial da rede social e está disponível até na página de logout do site.

De acordo com os especialistas, a ideia seria passar o serviço inteiramente para o Facebook e ajudar a rede social na campanha para derrubar o monopólio do Google, pois a empresa de Zuckerberg estaria mais “equipada” para o combate. Se o acordo for realizado, a Microsoft controlará cerca de 4% do parceiro, sendo que a companhia já possui 1,6% do controle de ações.

Tablet conceitual pode ter a tela dobrada e esticada

19 maio

(Fonte da imagem: Reprodução/Yanko Design)

Quem pensa que os tablets serão apenas molduras com uma tela touchscreen para sempre está muito enganado. Este modelo conceitual criado pelo designer Anthony Yu mostra que, no futuro, os eletrônicos poderão ser compostos por telas flexíveis de um modo que poucos imaginam – permitindo que os consumidores as estiquem ou encolham para diferentes funcionalidades.

(Fonte da imagem: Reprodução/Yanko Design)

Apesar de a logo da Fujitsu estar visível nos desenhos, o conceito não possui nenhuma ligação com a empresa. O próprio designer revelou que inseriu a marca apenas para mostrar que o tablet se adequaria perfeitamente aos padrões dela.

Como seria o smartphone perfeito

19 maio

Dezenas de fabricantes, centenas de smartphones. Há modelos para todos os gostos, mas poucos são sonhos de consumo. Entre os mais avançados, alguns são mais finos, outros trazem bateria de duração prolongada e existem até os que têm tecnologia 3D. Eles contam com design atraente e configurações de hardware poderosas.

Mas como seria o smartphone perfeito? A resposta para essa pergunta está atrelada ao gosto de cada um. Todavia, cogitamos que a opinião do coletivo poderia resultar em um dispositivo próximo ao que consideramos como perfeito. Assim, montamos um dispositivo com o que há de mais avançado e com recursos úteis aos usuários mais exigentes.

Um pé na realidade, outro no futuro

A principal ideia de montar um aparelho poderoso é reunir tudo que existe de melhor. Assim, nosso aparelho traz processador quad-core, memória RAM de sobra e até um chip gráfico de oito núcleos. Exagero? Não exatamente. Essa configuração tem alguns dos componentes mais avançados da atualidade, ideais para o smartphone perfeito. Evidentemente, o sistema operacional é o Android Ice Cream Sandwich.

Chip gráfico PowerVR SGX543MP8 (Fonte da imagem: Reprodução/Imagination)

A memória interna de 64 GB parece ser mais do que o necessário, mas considerando a quantidade de apps e jogos de qualidade disponíveis na loja Google Play, essa quantidade acaba sendo pouca para tanta coisa interessante. Isso sem contar os vídeos em Full HD que ocupam muito espaço no dispositivo. Daí a ideia de adicionar o espaço para cartão.

Todo esse poderio deve ser refletido na tela do aparelho. Dessa forma, através de votação, nossa equipe escolheu um display de 4,3 polegadas com tecnologia SUPER AMOLED Plus. Além disso, concluímos que a resolução ideal seria 1280×720 pixels, ou seja, isso resultaria em 341 PPI — qualidade superior a da tecnologia Retina Display.

Tela SUPER AMOLED Plus (Fonte da imagem: Reprodução/Samsung)

Claro, a tela do aparelho é capacitiva. Entretanto, um smartphone perfeito precisa de um display com tecnologia tátil. Esse recurso oferece relevos na tela e a diferenciação de texturas do conteúdo exibido no display. A tecnologia está em desenvolvimento, mas ainda não é uma realidade. Por fim, o display vem com uma nova versão da proteção Gorilla Glass.

Isso sim é um smartphone!

A câmera é um ponto fraco de muitos celulares, mas não é o caso do smartphone perfeito. Nosso aparelho não tem um sensor de 12 MP, justamente porque números não representam necessariamente qualidade. A lente do smartphone Tecmundo tem capacidade para capturar vídeos em 1080p com 30 fps constante. Para vídeochamadas, um modelo de 3 MP garante comunicação com 720p de qualidade.

Tecnologia NFC para comunicação com eletrônicos (Fonte da imagem: Reprodução/BGR)

Apesar de não haver suporte para redes 4G aqui no Brasil, nosso dispositivo vem preparado para essa tecnologia. A compatibilidade com NFC é outro ponto forte do smartphone, afinal, em breve teremos outros aparelhos interagindo com o Android e facilitando as atividades do cotidiano.

Nem precisa comentar que nosso celular é compatível com USB 3.0 e Wi-Fi 802.11n, certo? O adaptador Bluetooth é a versão 4.0, que possibilita transferências mais velozes. Os sensores deste smartphone são: acelerômetro, giroscópio, proximidade, bússola e barômetro.

Ice Cream Sandwich (Fonte da imagem: Divulgação/Google)

Por votação popular, este celular tem suporte para dois chips e recepção de televisão digital. Quer mais? Ele tem proteção contra água, ou seja, pode mergulhar com ele na piscina que você não terá problemas com oxidação. Quanto à bateria, nosso aparelho traz um modelo de alta autonomia com 3300 mAh — mesma capacidade do Motorola RAZR MAXX.

Em breve…

Nossa seleção de recursos foi baseada na opinião dos funcionários da NZN. Assim, dispensamos a tecnologia 3D, a adição de uma caneta e a presença de um controle de jogos. Talvez nosso smartphone não agrade a gregos e a troianos, mas você deve concordar que este aparelho tem recursos que o tornariam perfeito em todos os aspectos.

Não estamos desenvolvendo um smartphone na vida real, porém, dispositivos muito parecidos com este devem aparecer em breve. As fabricantes vêm trabalhando em muitas melhorias e não é de se duvidar que o próximo Galaxy traga configurações absurdamente superiores a dos atuais aparelhos.

Agora, gostaríamos de ouvir sua opinião. Nosso modelo atende suas expectativas? Como seria o seu smartphone?

Ilustração: Homero Meyer | Design: Tim Trauer

Google e Facebook podem desaparecer em 5 anos, segundo analista

19 maio

(Fonte da imagem: Reprodução/Forbes

O especialista em tecnologia Eric Jackson analisou a situação atual de duas das maiores empresas de tecnologia atuais: Google e Facebook. Segundo o analista, o futuro das duas companhias pode ser sombrio e elas podem até mesmo desaparecer em cinco anos.

De acordo com Jackson, mesmo que as duas sejam enormes e possuam muitos recursos, elas podem acabar sendo vítimas das mudanças de mercado. Isso por que o mundo está em constante evolução, e as pessoas estão cada vez mais migrando para os dispositivos móveis. As empresas de internet que surgiram na segunda década do século 21 são muito mais focadas no negócio móvel. O Instagram é um exemplo disso.

Jackson vai mais fundo e diz que os aplicativos mobile do Google e, principalmente, do Facebook, são muito fracos. O Facebook tende a fragmentar as ferramentas, desenvolvendo programas separados para messenger, fotos e outros, dando a impressão de que ainda não sabe que caminho percorrer no mundo dos dispositivos móveis.

O mercado está cada vez mais dinâmico

O que podemos dizer com certeza é que o mercado será muito mais dinâmico nos próximos cinco a oito anos, e mesmo que Google e Facebook tenham sólidos planos de crescimento e muito dinheiro em caixa, é difícil prever o que vai acontecer se as empresas não conseguirem se adaptar às novas tendências.

Uma coisa é certa: se por um lado cinco anos é muito tempo no mundo da tecnologia, por outro o tamanho não significa nada perto das mudanças do mercado e a Kodak está aí para provar isso.

Fonte: Forbes