Archive | maio, 2012

Por que o AMD Bulldozer perdeu a briga para o Intel Core i7?

22 maio

Há cerca de um ano, publicamos um artigo indagando por que os novos processadores Bulldozer da AMD iriam esquentar o mercado? Com promessas de alto desempenho, a nova série despertava curiosidade nos consumidores. Em outubro de 2011, a fabricante lançou o AMD FX-8150, modelo top de linha baseado na arquitetura promissora.

Acontece que, desde o lançamento, o Bulldozer não impressionou como deveria. Não estamos falando que o processador apresenta baixo desempenho — pelo contrário, ele manda bem —, mas devemos admitir que ele decepcionou com resultados inferiores ao da concorrente que tem apenas metade da quantidade de núcleos.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Hoje, vamos mostrar por que a CPU da AMD perdeu a briga para o Intel Core i7 e abordar alguns tópicos relativos aos motivos pelos quais a companhia vai continuar em segundo lugar enquanto não mudar sua linha de pensamento.

Na teoria, uma arquitetura superior

A estratégia da AMD não é ruim, mas talvez ela não seja bem estudada e aplicada. Em vez de continuar com a mesma estrutura utilizada no Phenom, a fabricante optou por mudar a arquitetura de seus processadores. Definitivamente um ponto válido, afinal, a série anterior estava pouco atrás da linha concorrente da Intel.

Basicamente, a AMD optou por criar um processador baseado em módulos. Com isso, a companhia deixou de lado a ideia de multithreading para adotar mais núcleos. Os modelos mais avançados têm quatro módulos, o que resulta em oito núcleos.

Ampliar (Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

A fabricante apostou forte na ideia de alta frequência e suporte para overclock. Considerando os péssimos resultados obtidos na época do Pentium 4 Prescott, a AMD poderia prever que clocks elevados nem sempre acarretam grandes saltos de performance. O site ExtremeTech ressalta que o FX-8150  sofre para ultrapassar o desempenho do Phenom II X6.

Quanto ao uso do recurso Turbo CORE, devemos parabenizar a companhia. Tal tecnologia funciona muito bem e fornece um desempenho extra nos momentos de aperto. Entretanto, é preciso considerar que um pequeno aumento de frequência não vai resultar num ganho fantástico de velocidade de processamento.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

A mudança na estrutura também alterou o modo como os núcleos dividem a memória cache. O modelo mais avançado traz 16 MB (8 MB em nível L2 e 8 MB em nível L3), o que é suficiente para trabalhar com os jogos e aplicativos mais robustos do momento. Enfim, como citamos em artigo prévio, todo esse trabalho na renovação da arquitetura serviria para reduzir custos e melhorar o desempenho. O último objetivo parece não ter sido atingido.

Problemas com o Windows e os softwares

De início, muitos sites afirmaram que o sistema operacional estaria influenciando no desempenho geral do FX-8150. De fato, isso é verdade, pois o Windows 7 não consegue entender a divisão em módulos e, consequentemente, não utiliza os núcleos de forma eficaz.

Ampliar (Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech) Ampliar (Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Na tentativa de investigar esse aspecto a fundo, o site ExtremeTech realizou uma análise para comparar como o sistema da Microsoft trabalhava com o processador em diferentes situações. Para tanto, o portal realizou testes com os programas Cinebench e Maxwell Render, que permitem determinar quais núcleos e módulos ativar.

Resultado? O Bulldozer apresenta melhores resultados quando um núcleo de cada módulo está ativo, ou seja, uma configuração 4M/4C (4 módulos e 4 núcleos). Quando os oito cores trabalham em conjunto, o processador apresenta desempenho 8% inferior. Posteriormente, a Microsoft lançou correções para o sistema, mas os testes apontaram uma melhora de 2%.

(Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

A análise do ExtremeTech não se restringe aos problemas do sistema. O site busca provar que o processador da AMD tem uma arquitetura que não é bem aproveitada por outros softwares. O programa DIEP (na imagem acima) é um simulador  de xadrez que calcula todas as posições possíveis em cada movimentação de uma partida. Esse aplicativo utiliza um número pré-determinado de threads e evita a utilização de pontos flutuantes.

Novamente, fica claro que o processador da AMD se mostra mais eficiente quando quatro módulos estão ativos e um núcleo de cada está em utilização (como mostrado pelo resultado de 4M/4C na imagem acima). A configuração 2M/4C não se mostra eficiente, resultando em baixo desempenho devido à má interpretação dos aplicativos.

A lentidão da memória cache

Quando falamos em processador, a velocidade para trabalhar com processos não é um fator que depende apenas da frequência. Existe toda uma arquitetura para que os códigos dos programas sejam devidamente calculados. Neste processo de execução, um recurso importante é a memória cache, que auxilia no armazenamento temporário de dados.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

A mudança na arquitetura Bulldozer trouxe impactos significativos no cache. Primeiro existe uma alteração na distribuição da memória. Como relata o site ExtremeTech, os processadores da linha Phenom traziam 128 KB de cache em nível L1 para cada núcleo — esse valor era dividido em 64 KB para instruções e 64 KB para dados.

Agora, as CPUs trazem apenas 16 KB de cache L1 reservados para dados em cada núcleo. Além disso, os novos chips têm 64 KB de cache L1 para instruções em cada módulo, ou seja, dois núcleos compartilham essa quantidade. Os processadores Sandy Bridge usam a mesma quantia, porém, existem grandes diferenças nas latências.

(Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Utilizando o programa SiSoft Sandra 2011 SP5, o ExtremeTech realizou medições quanto ao acesso da memória cache em diferentes níveis. Aqui sim vemos mais uma razão pela qual a arquitetura da AMD não foi bem trabalhada.

Em configurações de fábrica, o Bulldozer apanha do Thuban (Phenom II X6 1100T). Quando recebe overclock, o FX-8150 só consegue competir em velocidade de acesso no nível L1, pois nos demais testes ele perde para o antigo AMD e para o Intel Core i7-2600k.

Afinal, o overclock o torna superior?

Muitos sites especialistas acreditavam que o Bulldozer seria algo fenomenal quando recebesse um overclock. De fato, ele tem seu desempenho ampliado, contudo, devemos considerar que tal técnica pode ser aplicada em qualquer processador e quase todos os modelos vão apresentar um ganho em velocidade de processamento.

(Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Tudo bem, o FX-8150 tem capacidade para trabalhar com overclocks elevados. Entretanto, isso não é necessariamente um aspecto positivo, afinal, a sobrecarga de trabalho pode afetar o funcionamento e acarretar na queima do chip. Segundo a análise do ExtremeTech, essa “vantagem” não coloca o Bulldozer tão à frente dos concorrentes.

Moral da história

De fato, não há como argumentar. A última geração de processadores top de linha da AMD perdeu a briga para a série concorrente da Intel. Um problema? Não necessariamente. A fabricante anunciou que a competição deixou de ser sua meta, portanto, as análises são meramente para efeitos comparativos.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Além disso, devemos salientar que esses processadores que “decepcionaram” são mais robustos do que muitos outros e executam todos os aplicativos e jogos da mais alta qualidade! Não podemos dizer que a AMD está tão atrás, afinal, ela acaba de lançar a nova linha de APUs Trinity e deve trazer muitas novidades. Isso sem contar com os ótimos preços dos produtos.

Fontes de pesquisa: ExtremeTech, Tom’s Hardware

Apple não pretende lançar híbrido de iPad e MacBook

22 maio

Novo acessório para iPad pretende transformar o tablet em netbook. (Fonte da imagem: Reprodução/Kickstarter)

Na última terça-feira (24), o CEO da Apple, Tim Cook, negou que a empresa poderia lançar um híbrido misturando iPad e MacBook. Para ele, “esse tipo de coisa provavelmente não agradaria ao usuário final”.

No entanto, se você gostou da ideia, dê uma olhada no acessório Bryge para o tablet da Maçã. O dispositivo é um teclado que pode ser acoplado ao iPad transformando-o em uma espécie de netbook. Exemplos da mistura de tablet com teclado físico não faltam. A ASUS, por exemplo, lançou dois modelos em 2011, mas parece que Cook não gosta muito da ideia.

De acordo com a Kickstarter, criadora do Bryge, o teclado foi construído para fazer o seu iPad parecer mais com um netbook e melhorar a qualidade de som do dispositivo. O acessório é feito em alumínio e prende o tablet através da pressão, além de usar também componentes magnéticos. A conexão de áudio e teclado é feita através de rádios Bluetooth, e o dispositivo ainda conta com várias teclas de atalho específicas para as funções do iOS.

Ainda não é possível  comprar o acessório em lugar algum, mas a empresa que criou o produto está arrecadando fundos para produzir o equipamento.

Fontes: Kickstarter e CNET.

Por que até o carregador da Apple é tão caro?

22 maio

Desmontado assim, nem o carregador da Apple fica bonito. (Fonte da imagem: Reprodução/Ken Shirriff)

Produtos da Apple são mais caros do que toda a concorrência – e isso não é novidade para ninguém. De aparelhos em si a acessórios simples, a empresa cobra valores altos graças ao design único e a potência de seus produtos. Mas será que isso se repete até no carregador?

Essa é a dúvida que atormentava o programador Ken Shirriff. Curioso, ele decidiu desmontar um cabo de energia da empresa para saber o que há de tão especial lá dentro. A resposta completa, postada em seu blog, tem detalhes técnicos que devem agradar quem conhece a área.

(Fonte da imagem: Reprodução/Ken Shirriff)

Em resumo, trata-se da filosofia típica da empresa de colocar o máximo de tecnologia no menor (e mais prático) dispositivo possível. Há mecanismos para diminuir a interferência, impedir curtos-circuitos e até aumentos exagerados de temperatura. Com um design próprio, preocupação com a segurança e peças de alta qualidade, a Apple se sente livre para cobrar a mais, mesmo sendo apenas um carregador. Imagine então em tablets, laptops e smartphones.

Fonte: Ken Shirriff

Próximo iPhone poderá ter tela aumentada apenas na vertical

22 maio

(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

O próximo iPhone poderá ter tela maior, mas o aumento da resolução poderá ser apenas vertical. O rumor da vez foi divulgado nesta semana pelo site 9to5Mac. Segundo a nova informação, a Apple estaria testando doi novos modelos de iPhone, batizados internamente de iPhone 5.1 e iPhone 5.2.

Os dois modelos possuem telas maiores, que medem 3,95 polegadas na diagonal. O aumento da resolução deverá ser apenas na vertical, e não na horizontal. Com isso, o aparelho passaria a ter 1136×640 pixels, o que resultaria em uma relação de aspecto mais amigável ao formato 16:9 (widescreen).

Em uma suposta versão do iOS 6, a Apple estaria aproveitando o novo espaço para criar uma tela cujo número de colunas de apps passaria de quatro para cinco. O conector atual, de 30 pinos, deve ser substituído por outro mais estreito, com tamanho intermediário entre uma porta miniUSB e microUSB.

Fonte: 9to5Mac

Microsoft prevê a venda de 350 milhões de licenças do Windows 7 até o fim de 2012

22 maio

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Embora o lançamento da versão final do Windows 8 esteja cada vez mais próxima, a Microsoft ainda tem grande planos para o Windows 7. Segundo previsões feitas pela empresa, até o final do ano mais de 350 milhões de licenças do software vão ter sido vendidas em todo o mundo.

Os números foram divulgados por Steve Ballmer, CEO da empresa, durante um fórum de discussões ocorrido em Seoul, na Coreia do Sul. Segundo ele, isso faz do Windows o “sistema operacional mais popular do mundo”. Apesar do crescimento dos concorrentes como a Apple, as diversas versões do produto da Microsoft sustentam há anos a liderança do mercado.

Vale notar que o fato de que 350 milhões de licenças do produto já foram vendidas não significa exatamente que todas elas acompanham dispositivos novos. Grande parcela desse número é constituída por computadores que simplesmente fizeram upgrade para o sistema operacional, sem que nenhuma peça de hardware tenha sido modificada.

Em um anúncio feito em abril deste ano, a Microsoft afirmou que suas divisões Windows e Windows Live haviam obtido vendas nas casas de US$ 4,62 bilhões durante o terceiro trimestre de 2011, um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2010. Segundo a empresa, foi registrado um aumento de 40% na adoção do Windows 7 em 2011, o que indica que o produto ainda tem a oportunidade de crescer muito nos próximos anos.

Fonte: eWeek.com

Facebook faz seus usuários de reféns, afirma CEO do Google

22 maio

(Fonte da imagem: Reprodução/SlashGear)

Apesar de o Facebook atualmente ser a rede social mais popular do planeta, há quem se oponha de maneira contundente a algumas de suas práticas. Entre os críticos do site está Larry Page, CEO da Google, que afirma que o site está “usando seus usuários como reféns”, ao não oferecer opções suficientes para que eles exportem seus dados.

As críticas foram feitas durante o programa Charlie Rose Show, no qual Page declarou que pensa que é muito ruim o fato de que o Facebook se mantém bastante restrito quanto aos dados que compartilha. Ele afirma que, ao contrário do que acontece no Google, são poucas as chances de que uma postura de abertura seja adotada em breve.

“Digamos, da perspectiva de um usuário… Estou me juntando ao Facebook e quero meus contatos. Para o Google, tudo bem, você pode obtê-los lá. O problema é que o Facebook diz que o Google não pode fazer o processo reverso”, afirmou o CEO da empresa. “Os usuários não entendem o que eles estão fazendo. Podem-se adicionar dados, mas não retirá-los. Por isso, só vamos participar do jogo caso eles atuem forma recíproca. Ainda estamos esperando que isso aconteça”, complementa.

Page afirma que a desculpa pública dada pelo Facebook para não compartilhar seus dados envolve privacidade de seus usuários. Porém, segundo ele isso não é exatamente verdade, já que a rede social compartilha informações com o Yahoo! sem qualquer uma das restrições impostas à Google.

Fonte: Slashgear

Empresa japonesa cria bateria que cabe em um cartão de crédito

22 maio

(Fonte da imagem: Divulgação/NEC)
Após passar os últimos anos trabalhando em uma bateria orgânica, a empresa japonesa NEC revelou o seu progresso nesta semana. Com 0,3 mm de espessura, a bateria criada pela empresa foi desenvolvida para encaixar em cartões que utilizam circuitos integrados como os utilizados em cartões de crédito e de transporte público, por exemplo.

Enquanto a criação pode parecer irrelevante a princípio, uma vez que atualmente os cartões não precisam de energia, ela pode ser a chave para algumas adições interessantes. A empresa cita que a bateria poderia alimentar visores que demonstrem dados como o numero de passagens que o cartão contém no momento, por exemplo.

Como a bateria é fina, a sua adição não aumentaria a grossura dos cartões a ponto de atrapalhar quem os carrega na carteira. Contudo, qualquer tipo de aplicação não pode, ao menos em um primeiro momento, utilizar muita energia. Isso porque, por enquanto, as baterias apresentam capacidade de apenas 3 mAh – o suficiente para apresentar dados em um visor por cerca de 2.000 vezes.

Fonte: The Verge